Andar pela rua com um destino a se ter, é normal, todos fazem isso. Mas quando andamos nessa mesma direção com nossos pensamentos em algo que nos aflige, e precisamos acabar com isso, começamos a reparar nos pequenos detalhes daquela mesma esquina, daquele mesmo lado que olhamos ao atravessar a rua, daquela mesma árvore que sombreia diferentes regiões de acordo com vários horários do dia. Quando precisamos tomar uma decisão que não só cabe a nossa felicidade, mas também a felicidade de outro, andamos assim pela rua, como se tivesse algo escrito no asfalto, ou em uma folha arrancada da árvore, e que é aos poucos mutilada, assim como ancia de não precisar tomar decisão nenhuma. Mesmo com todas essas descrições e detalhes que não reparávamos antes, nos flagramos pensando no que nos aflige, porque temos que nos decidir, sempre estamos no meio de algo, em que temos que ir pra um lado ou pro outro. O tempo todo somos questionados, e quando finalmente temos a chance de poder pensar sem ninguém pra cobrar, nos vemos mais uma vez questionados, só que dessa vez por nós mesmos, sem motivo reconhecido. Só sei que se a pressão não existir, não faremos escolhas em nossa vida. E assim, as coisas vão continuar do jeito que estão.
Oi, Thais! Lendo seu texto, penso que situações incômodas nos conferem olhos mais atentos que até então. Acho que isso é bem verdade, e acho que o desconforto nos faz sentir com mais intensidade.
ResponderExcluir“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jefhcardoso)
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